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CMS: Maioria das fusões e aquisições foi na Europa

Advocatus

27/03/2017

A Europa foi a região em que a CMS realizou mais operações de fusões e aquisições, no ano passado. Ainda assim, registou-se uma quebra no valor dos negócios, embora o número de operações se tenha mantido constante.

São dados do estudo anual de fusões e aquisições da CMS, que indica que, em geral, o clima de negócios em 2016 foi semelhante ao que se verificou em 2014, “um bom ano, mas não tão positivo como 2015”. O melhor trimestre de 2016 foi o último, com as operações de compra por parte de empresas não europeias a crescerem 36% face ao ano anterior termos de valor. Segundo o documento, os investidores asiáticos mantiveram-se muito interessados em empresas europeias. A Europa assistiu, assim, a “muito mais negócios que qualquer outra região do mundo, incluindo a América do Norte”.

O estudo perspetiva que 2017 deverá trazer oportunidades nesta área mas adianta que os investidores estão mais avessos ao risco. “Os compradores estão a ficar mais cautelosos”, diz o responsável do Grupo de Corporate e Fusões & Aquisições da CMS, Stefan Brunnschweiler. “Os resultados de 2016 mostram todos os sinais de que os compradores estão a assumir menos riscos e a passarem-nos para os vendedores, revertendo a tendência favorável aos vendedores observada desde 2010”, acrescenta.

De acordo com o estudo da CMS, a alocação de risco varia em função do tamanho do negócio, bem como as regras que se aplicam. Por exemplo: para operações superiores a 100 milhões de euros, pagamentos adicionais em função de resultados obtidos são mais raros e o tipo de limites às responsabilidades muito mais baixos.

2016 foi um ano recorde em termos de pagamentos adicionais em quase todo o território, com a maioria dos compradores a não estarem disponíveis para fazer o pagamento todo no mesmo momento. 22% das operações analisadas tinham esta componente de pagamentos dilatados no tempo. A maioria verificou-se em setores ditos inovadores com empresas ligadas a I&D, Tecnologia & Media, Retalho e Indústria em negócios de valor inferior a 100 milhões de euros.

Nos Estados Unidos, é esperada uma motivação crescente para fazer negócios “em casa”, com oportunidades crescentes no novo ambiente protecionista e de impostos baixos que se vive no país, após a eleição de Donald Trump.

O estudo anual de Fusões & Aquisições 2017 olha para a alocação de risco incluindo tendências mais gerais, diferenças regionais e impacto do negócio em mais de 3200 operações de Fusões & Aquisição realizadas pela CMSA CMS feitas fora de bolsa.